domingo, 20 de setembro de 2009

Cinéticas alteradas... sigo desafinada!


Ouço-me...

Sou aquela canção

Que na calçada da noite

Abandona-se calada

Em cinéticas alteradas

Sigo desafinada.

Letras a quem chamo saudade

Coleciono-as!

Este vazio adoece alma

E a minha calma...?

Agita-se,

Senta-se,

Sente-se!

Espera não sabe o quê

Talvez o que não vê!?

Tablatura sem instrumento

Entre partitura sem cifras.

Um lamento

Vem dias...

Cem dias?

Cá vou desarmonizada

Entre_tantos sons

Quede meu verdadeiro tom?

Encontro-me num vácuo de silêncio

Algo inaudível

Sou qualquer coisa diáfana

Que vem e fecha

Arrebata-me

Pra devagar seguir-me.

Corro entre quatro paredes de mim

Segredos são pra quantas paredes?

E quando noite se chega

Improviso-me num nocturno

E sem notas novamente acho-me.

Nada é intacto,

Tudo pedaços

Pés descalços.

Por dentro sou rebentação

Sou alguma não identificada canção

Minha imaginação

Sobe muro alto da aflição.

Cansam meus braços

No espaço

Nesta volta que não fará

Não saberá

Sob corpo dela se perpetuar

Neste ar existente entre nós

Só o silêncio é tudo de mais alto a captar.

Naquele olhar

Perdi-me!

Recitei-me em dívidas

Nos versos do uni_verso.

Inverti o real

Nas cortinas deste ato Bicho_animal

Fragmentos diz_junto

Pupilas num silêncio mortal

Fechando as portas

Do músculo alterado

Bate,Bate,Saudade!

Agora só tu me sabeExplicar...

O que se dá?

Ambiciono espaço em branco

Onde não escreva você

No mais é tudo vazio

Tingindo a paisagem.

Forjada felicidade

Rondando meus lábios

Sob discretos sorrisos

Enfeito-me.

Minhas preces

Batem em retirada

E fico eu...

Fica você

Aqui do lado de dentro

Mexendo por fora

E fixo sem saber

Se saio ou entro...



Karine Gallas

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