
Ouço-me...
Sou aquela canção
Que na calçada da noite
Abandona-se calada
Em cinéticas alteradas
Sigo desafinada.
Letras a quem chamo saudade
Coleciono-as!
Este vazio adoece alma
E a minha calma...?
Agita-se,
Senta-se,
Sente-se!
Espera não sabe o quê
Talvez o que não vê!?
Tablatura sem instrumento
Entre partitura sem cifras.
Um lamento
Vem dias...
Cem dias?
Cá vou desarmonizada
Entre_tantos sons
Quede meu verdadeiro tom?
Encontro-me num vácuo de silêncio
Algo inaudível
Sou qualquer coisa diáfana
Que vem e fecha
Arrebata-me
Pra devagar seguir-me.
Corro entre quatro paredes de mim
Segredos são pra quantas paredes?
E quando noite se chega
Improviso-me num nocturno
E sem notas novamente acho-me.
Nada é intacto,
Tudo pedaços
Pés descalços.
Por dentro sou rebentação
Sou alguma não identificada canção
Minha imaginação
Sobe muro alto da aflição.
Cansam meus braços
No espaço
Nesta volta que não fará
Não saberá
Sob corpo dela se perpetuar
Neste ar existente entre nós
Só o silêncio é tudo de mais alto a captar.
Naquele olhar
Perdi-me!
Recitei-me em dívidas
Nos versos do uni_verso.
Inverti o real
Nas cortinas deste ato Bicho_animal
Fragmentos diz_junto
Pupilas num silêncio mortal
Fechando as portas
Do músculo alterado
Bate,Bate,Saudade!
Agora só tu me sabeExplicar...
O que se dá?
Ambiciono espaço em branco
Onde não escreva você
No mais é tudo vazio
Tingindo a paisagem.
Forjada felicidade
Rondando meus lábios
Sob discretos sorrisos
Enfeito-me.
Minhas preces
Batem em retirada
E fico eu...
Fica você
Aqui do lado de dentro
Mexendo por fora
E fixo sem saber
Se saio ou entro...
Karine Gallas

Nenhum comentário:
Postar um comentário