
Nada de pressa
Nenhum dia me tira desta calma
Pois minha alma
Está imersa
No doce embalo destas ondas.
Faz de contas
Deixe-me aqui
Deixe-me ir
No abraço deste mar
No cansaço do verbo amar
Neste caminho já me perdi
Ainda me perco,
Sempre me perderei
Sem remos,
Com ou sem ventos a favor
Apenas vou.
E se me achar
Nada de voltar
Sou vela aberta
No mar do teu olhar.
Esse verbo a me guiar
Talvez chegue perto
Das respostas,
Da porta,
Da mesa posta pra dois
Meu dia vai
Meu amor se foi
Teu olhar se esvai
Longe... E depois?
È me lembrança
Passos da velha dança
Que vira mexe me alcança
Balança-me!
Como as ondas do mar.
Pra nunca mais voltar
Karine Gallas

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