quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Beijo Carmim

O que resta em mim
Ainda se veste de boca carmim
Enquanto tempo passa-me
Desconstruo-me
Palavra a palavra
Escrevendo-me
Verso a verso
Esquecendo-te
Nestas horas
Ajoelho-me sobre teu altar
Sou puro poema(r)!
Traduzir-me...
Abre meu sorriso de liberdade
Em som de cor
Refaço meu tom
Sobre todo amor
De cor em dor
Vou...
Enquanto não se for
Consome-me ardor
Cada dia nasce
Refletindo um grito, um canto.
Não fosse o teu silêncio que me sela a língua
Cantaria teus olhares,
Todos os amanhãs em poucos detalhes.
Hoje atravesso extensa madrugada,
E de mãos vazias acordo sob o som dos dias
Aqueles que enfeitei e que te daria.


Karine Gallas

Nenhum comentário:

Postar um comentário