
Na tela em branco da procura,
A cor do beijo teu se mistura...
Não contes tempo
Um dia nascerá o filho da solidão
Nos lábios da esperada criatura.
Na sala de espera
Sentar-se-ão
Desejo,
Vontade,
Luxúria,
Enredo pro que sinto
Invertendo o que não vejo.
Sob os olhos do tempo
Poderão dissolver-se em nada!
E a procura passa a ser
Apenas águas passadas.
Histórias mal pinceladas,
Aquarelas não terminadas.
A boca que pintava promessas
Talvez enfeite outras telas
Quem sabe... não tão belas!
Nem tão sinceras,
Quanto a que te preparei!
Mas hei de ter sempre
Uma tela em branco
Pra procura que em mim terei.
Karine Gallas

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