No refluxo do desejo a constante amargura do quase..Assim meus dizeres se desnudam,
Definham.
Sobre papéis que me rodeiam
Deixo-me fluir!
Eles me lêem...
eles me têem
Não vou nada bem.
Nada sei dizer o quê mais...
E nenhuma palavra a mais faz
Apagar o que jaz!
E eu...Onde-não-se-sabe
Fui parar!
O tempo sei: Tudo cura!
Este remédio insano
Único pra tanta loucura
Inexiste "vide-bula".
Então espero...
Meu noite/dia que te procura
Não se sabe onde se segura
Indelével sentimento.
Minha ira!
Minha doçura!
Paira meu espírito
Num não-sei-quê de melancolia
Não sou mais alegria.
Sigo,
Digo,
Ate mesmo grito: Meus disfarces enfeitem-me de festa!
Pois a poesia que me resta
Emudece!
Entristece imóvel
E os meus segredos?
Estes....Os enterro atemporalmente em mim
Karine Gallas

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