quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ocaso meu

Ocaso meu
Nos olhos teus
Ferve triste como eu?
Desmancha-se em brasas fluentes
Sob lágrimas correntes
Rio que já viveu.
Hoje meu olhar corre
Nas margens do rio teu.
Dentro da noite
Recolho as cores que me ofereceu
e lanço-as...
E neste frio rio que em mim escorreu
Molho as páginas da tua poesia
Que um dia
Nascente em mim
Se deu!


Karine Gallas

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