quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Esquec(ido) corpo escrito!

Ela sabia...
Aquilo que tanto queria
Não seria!
E fugia...
Não é fácil apagar da memória do corpo
A escrita de alguém.
Essas linhas infinitas
Que se escrevem
No templo de um bem.
Tatuagens à flor da pele
Rabiscadas de desejo
Estes segredos...
Que a ninguém convém
Por um segundo
Por um descuido
Fazem das mais belas margaridas
Feias feridas.
Tudo lá registrado
Num conto mal contado
Mal vivido,
Mal amado.
Então...Solfejo !
E escrevo...
O que agora vejo:Páginas sem fim
Escritas em carmim
Cor da boca,
Do beijo
Esculpido oráculo em mim.
No fim da festa
Subtraio o que resta
Nesta linha pontuada
Sobre meu desejo marfim..


Karine Gallas

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